Lipedema Diagnostic by Histology Classification (LDHC) — A new ultrasonographic approach
Vargas, D. et al.
Journal of Biomedical Science and Engineering · JBiSE · 2024
Médica radiologista. Pesquisadora da hipoderme em camadas. Autora da Classificação LDHC.
Há mais de duas décadas estudando como o tecido adiposo aparece ao ultrassom — e como esse conhecimento muda a forma de diagnosticar o lipedema. Coordena a área de educação científica do Instituto Ultramagna e dirige o LIPCOR, núcleo de pesquisa clínica em lipedema.
A leitura da hipoderme não veio de um curso — veio da observação clínica. Em 2005, durante exames de varizes, padrões anômalos no tecido subcutâneo começaram a se repetir. Documentar esses padrões virou uma linha de pesquisa que segue até hoje.
A formação em radiologia veio antes da especialização em ultrassonografia. Mas foi a frequência dos pacientes — sobretudo mulheres encaminhadas para investigar varizes — que aproximou a Dra. Deise de um problema que o exame clínico não resolvia sozinho: havia algo na gordura do membro inferior que mudava sua forma de ler a imagem.
Os primeiros anos foram de documentação obstinada. Casos catalogados, achados comparados, hipóteses testadas em bancada com referências histológicas. O método foi tomando forma — uma classificação morfológica em camadas, que olha não apenas a espessura, mas a estrutura interna do tecido adiposo lipedematoso.
Em 2024, esse trabalho foi publicado em periódico internacional como a Classificação LDHC — Lipedema Diagnostic by Histology Classification. O método deu nome, vocabulário e protocolo ao que era até então um conhecimento tácito de poucos médicos. Hoje é ensinado a outros profissionais no formato estruturado da Mentoria.
A LDHC organiza os achados ultrassonográficos do tecido adiposo lipedematoso em camadas distinguíveis na imagem, com correlação histológica documentada. Cada camada tem padrão próprio: presença ou ausência de nódulos hiperecoicos, organização das fáscias, comportamento do edema intersticial, espessura proporcional.
Esse mapeamento permite o que a medição simples do subcutâneo não permite — diferenciar lipedema de obesidade, de linfedema, e estadiar a doença para acompanhar evolução clínica e resposta terapêutica.
O método também avalia a relação entre tecido adiposo e estruturas musculofasciais adjacentes — abordagem batizada de avaliação adipomiofascial, que reconhece a relação entre lipedema e perda de massa muscular.
Artigos peer-reviewed em periódicos internacionais, livro autoral, capítulos e materiais didáticos. Lista organizada por categoria — todas as referências com DOI ou identificador editorial.
Vargas, D. et al.
Journal of Biomedical Science and Engineering · JBiSE · 2024
Foureaux, M.; Vargas, D. et al.
Journal of Biomedical Science and Engineering · JBiSE · 2025
Vargas, D.
Publicação independente · 2024 · ISBN
Projeto de pesquisa internacional
Submetido em 2025
Padronização nacional do laudo morfológico em lipedema
Submetido em 2025
Conferências, simpósios e congressos onde a Classificação LDHC e a avaliação adipomiofascial foram apresentadas a outras médicas e médicos do Brasil e do exterior.
Conferência internacional sobre lipedema
2025
Lista a ser atualizada pela Dra. Deise
2023 — em curso
A Mentoria de Mapeamento Morfológico Ultrassonográfico no Lipedema é a formação estruturada para médicos que querem aplicar a Classificação LDHC na rotina clínica.
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